Saída de um canal estreito com nevoeiro
Comandas uma lancha de 10 m e sais de um porto por um canal estreito. O nevoeiro fecha e a visibilidade desce para umas 200 m. O radar está ligado. Ouves, aparentemente pela proa, um som prolongado seguido de dois curtos, e no radar há um eco grande dentro do canal, a 1,2 milhas, a aproximar-se.
Antes de ler a solução: o que faria?
Verdadeiro ou falso?
Decide cada frase antes de ver a resposta.
Para um eco para vante do través, guino para bombordo para lhe passar por trás.
Se o ecrã do radar está vazio, não há ninguém por perto.
A motor com menos de 12 m: branco em todo o horizonte e faróis de borda; fundeado: branco em todo o horizonte e balão esférico.
Quem alcança afasta-se; no cruzamento a motor, desvia-se quem vê o outro por estibordo; quem mantém pode e, perto demais, deve manobrar.
Quem mantém o rumo só pode manobrar no último instante, quando já está quase em cima do outro.
Com o radar ligado posso manter a velocidade de cruzeiro no nevoeiro.
Fundeado no nevoeiro, dou um som prolongado de 2 em 2 minutos.
Azimute constante e distância a diminuir: o eco vem direito a ti, o CPA é quase zero.
No nevoeiro: um prolongado a motor com seguimento, dois prolongados pairando, um prolongado e dois curtos à vela.
Sem contacto visual, ninguém mantém rumo: quem deteta o risco manobra cedo.
Um ecrã vazio não prova que o mar está vazio.
No nevoeiro, se o eco está pelo meu bombordo, sou eu que mantenho o rumo e a velocidade, como num cruzamento.
Em canal estreito, encosta a estibordo; com menos de 20 m, não dificultas quem só pode navegar no canal.
Para cruzar um esquema de separação de tráfego, o que conta é que o meu rasto fique perpendicular ao corredor.

