Unidade 3 · Decida e pratique

RIEAM completo e radar

As regras de navegação e manobra completas, canais estreitos e esquemas de separação de tráfego, visibilidade reduzida, faróis, balões e sinais sonoros, sinais de perigo e o radar para navegar e evitar abalroamentos.

Exercício: Registo radar no nevoeiro: há risco, o que fazes e que sinal dás

Navegas a motor com proa 000° a 6 nós, sem corrente, com nevoeiro e cerca de 0,2 milhas de visibilidade. O radar está em movimento relativo, norte em cima. Um eco que não vês nem ouves: às 10:00 está no azimute 030° a 6,0 milhas; às 10:06, 030° a 5,0 milhas; às 10:12, 030° a 4,0 milhas.

Passo a passo

  1. Quantos graus variou o azimute do eco entre as 10:00 e as 10:12?

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    030°, 030° e 030°: o azimute não variou nada. Como a tua proa também não mudou, a marcação relativa também ficou igual, 30° pela amura de estibordo.

  2. A que velocidade o eco se aproxima de ti (velocidade relativa)?

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    A distância desce 1,0 milha em cada 6 minutos. Regra dos seis minutos: 1,0 × 10 = 10 nós. Confere: 2,0 milhas em 12 minutos são 2,0 ÷ 0,2 h = 10 nós.

  3. O que concluis destas três observações?

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    Azimute constante e distância a diminuir: o eco vem direito ao centro do ecrã, o CPA é quase zero e há risco (regra 7). Três observações sistemáticas não são informação insuficiente.

  4. Se nada mudar, quantos minutos depois das 10:12 chegaria o eco ao centro do ecrã?

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    Faltam 4,0 milhas a 10 nós: 4,0 ÷ 10 = 0,4 h = 24 minutos, ou seja, por volta das 10:36. É tempo suficiente para uma manobra franca e feita com antecedência, se agires já.

  5. Não estão à vista um do outro. Que manobra escolhes (regra 19)?

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    O eco está para vante do través e não o estás a alcançar: evita guinar para bombordo (regra 19 d i). Uma guinada franca para estibordo, feita cedo, passa-lhe por trás; reduzir a velocidade também ajuda. Em visibilidade reduzida ninguém mantém rumo e velocidade.

  6. Enquanto navegas com seguimento no nevoeiro, que sinal sonoro fazes?

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    Navio de propulsão mecânica com seguimento: um som prolongado a intervalos que não ultrapassem 2 minutos (regra 35 a). Dois prolongados é quando estás pairando, sem seguimento.

  7. Já guinaste. Pouco depois ouves um sinal de nevoeiro que parece vir de vante do través. O que fazes?

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    Regra 19 e: se não concluíste que não há risco, reduzes à velocidade mínima necessária para governar, anulas o seguimento se necessário e navegas com extrema precaução até o risco passar.

  8. Ordena o que fazes, do primeiro ao último passo.

    1. 1Manobrar cedo e francamente, sem guinar para bombordo
    2. 2Concluir que há risco de abalroamento
    3. 3Continuar a registar o eco para confirmar que o CPA aumenta
    4. 4Voltar ao rumo só quando o eco estiver passado e safo
    5. 5Registar azimute e distância do eco a intervalos regulares
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    Primeiro observas de forma sistemática (regra 7 b), depois concluis, manobras com franca antecedência (regras 8 e 19 d), verificas a eficácia da manobra até o outro estar passado e safo (regra 8 d) e só então voltas ao rumo.

Agora sozinho

Outro dia de nevoeiro: navegas só à vela, com proa 090° a 5 nós, sem corrente. No radar, um eco: às 11:00 no azimute 060° a 4,5 milhas; às 11:06, 060° a 3,9 milhas; às 11:12, 060° a 3,3 milhas.

  1. Quantos graus variou o azimute entre as 11:00 e as 11:12?

  2. Qual é a velocidade a que o eco se aproxima?

  3. Se nada mudar, quantos minutos depois das 11:12 chegaria o eco ao centro?

  4. Onde está o eco em relação a ti?

  5. Que manobra evitas e qual preferes (regra 19)?

  6. Que sinal de nevoeiro fazes, à vela?

  7. O nevoeiro abre e passam a ver-se um ao outro. Que regras se aplicam a partir daí?