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Embarcações a vela

Dois veleiros à vista com risco de abalroamento: A recebe o vento por bombordo e B por boreste, portanto A se mantém fora do caminho de B. Apenas os rumos projetados estão desenhados. A regra de ultrapassagem continua sendo uma exceção.

Texto da publicação citada

Marinha do Brasil — RIPEAM-72, consolidação com emendas adotadas até dezembro de 2013; USCG — COLREG internacional em inglês, Regra 12

Em 12(b), «carregada» identifica o bordo em que a vela é levada. O bordo de barlavento é o oposto ao da vela grande ou, em navio de velas redondas, ao da maior vela latina, conforme o texto inglês.

a
quando duas embarcações a vela se aproximam uma da outra de maneira a envolver risco de abalroamento, uma delas deverá se manter fora do caminho da outra, como segue:

  • 1quando cada uma das embarcações tiver o vento soprando de bordo diferente, a embarcação que recebe o vento por bombordo deverá se manter fora do caminho da outra;

  • 2quando ambas as embarcações tiverem o vento soprando do mesmo bordo, a embarcação que estiver a barlavento deverá se manter fora do caminho da que estiver a sotavento;

  • 3quando uma embarcação com o vento a bombordo avistar outra embarcação a barlavento e não puder determinar com segurança se essa outra embarcação recebe o vento por bombordo ou por boreste, ela deverá se manter fora do caminho dessa embarcação.

b
Para os fins de aplicação da presente Regra, será considerado bordo de barlavento o bordo oposto ao qual se encontra carregada a vela grande ou, no caso de embarcações armadas com velas redondas, o bordo oposto àquele onde se encontra carregada a maior vela latina.
Dois veleiros à vista com risco de abalroamento recebem o vento pelo mesmo bordo: A está a barlavento e se mantém fora do caminho de B, a sotavento. A regra de ultrapassagem continua sendo uma exceção; não há guinada de evasão desenhada.

IMO COLREG 1972Texto oficial

Texto integral da regra, reproduzido da fonte oficial indicada abaixo.

Em 12(b), «carregada» identifica o bordo em que a vela é levada. O bordo de barlavento é o oposto ao da vela grande ou, em navio de velas redondas, ao da maior vela latina, conforme o texto inglês.

(a) quando duas embarcações a vela se aproximam uma da outra de maneira a envolver risco de abalroamento, uma delas deverá se manter fora do caminho da outra, como segue: (I) quando cada uma das embarcações tiver o vento soprando de bordo diferente, a embarcação que recebe o vento por bombordo deverá se manter fora do caminho da outra; (II) quando ambas as embarcações tiverem o vento soprando do mesmo bordo, a embarcação que estiver a barlavento deverá se manter fora do caminho da que estiver a sotavento; (III) quando uma embarcação com o vento a bombordo avistar outra embarcação a barlavento e não puder determinar com segurança se essa outra embarcação recebe o vento por bombordo ou por boreste, ela deverá se manter fora do caminho dessa embarcação. (b) Para os fins de aplicação da presente Regra, será considerado bordo de barlavento o bordo oposto ao qual se encontra carregada a vela grande ou, no caso de embarcações armadas com velas redondas, o bordo oposto àquele onde se encontra carregada a maior vela latina.
Texto original em inglês
(a) When two sailing vessels are approaching one another, so as to involve risk of collision, one of them shall keep out of the way of the other as follows: (i) when each has the wind on a different side, the vessel which has the wind on the port side shall keep out of the way of the other; (ii) when both have the wind on the same side, the vessel which is to windward shall keep out of the way of the vessel which is to leeward; (iii) if a vessel with the wind on the port side sees a vessel to windward and cannot determine with certainty whether the other vessel has the wind on the port or on the starboard side, she shall keep out of the way of the other. (b) For the purposes of this Rule the windward side shall be deemed to be the side opposite to that on which the mainsail is carried or, in the case of a square-rigged vessel, the side opposite to that on which the largest fore-and-aft sail is carried.

Perspectiva STCW do Quarto no Passadiço

As Regras 4–10 aplicam-se em quaisquer condições de visibilidade.

As Regras 11–18 exigem embarcações no visual uma da outra; a Regra 19 aplica-se a embarcações que não estejam no visual em uma área de visibilidade restrita ou próxima dela.

Construa o quadro do tráfego com visão, audição, radar/ARPA e o contexto da carta.

Não deixe que o AIS ou uma marcação isolada substitua a observação sistemática.

Depois de manobrar, continue monitorando marcação, distância, CPA/TCPA e distância de passagem até a outra embarcação ficar finalmente safa e livre.

Pontos-Chave da Prova

Identifique primeiro as categorias das embarcações, depois a marcação relativa e depois se uma embarcação está ultrapassando a outra.

Classificar mal o encontro é o erro típico de prova.

Entre embarcações no visual uma da outra, toda embarcação que ultrapassa outra deve se manter fora do caminho até estar finalmente passada e safa.

A Regra 13 prevalece sobre as Seções I e II da Parte B; não anula as demais partes do Regulamento.

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Pratique estas questões e identifique os assuntos que precisa revisar.

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