Texto da publicação citada
Marinha do Brasil — RIPEAM-72, consolidação com emendas adotadas até dezembro de 2013; USCG — COLREG internacional em inglês, Regra 17
Em 17(a)
- 2, o texto inglês explicita que a embarcação pode agir por sua própria manobra assim que a outra não esteja manobrando adequadamente. A obrigação de agir quando a manobra da embarcação obrigada a manobrar já não basta está em 17(b); «preferência» não significa prioridade absoluta.
- 1Quando uma embarcação for obrigada a manobrar, a outra deverá manter seu rumo e sua velocidade.
- 2Entretanto, a embarcação que tem preferência poderá manobrar para evitar um abalroamento, tão logo lhe pareça que a embarcação obrigada a manobrar não está manobrando apropriadamente em cumprimento a estas Regras.
- 2desta Regra para evitar um abalroamento com outra embarcação de propulsão mecânica, não deverá, se as condições do caso o permitirem, guinar para bombordo para outra embarcação que se encontre a seu bombordo.
IMO COLREG 1972Texto oficial
Texto integral da regra, reproduzido da fonte oficial indicada abaixo.
Em 17(a)(II), o texto inglês explicita que a embarcação pode agir por sua própria manobra assim que a outra não esteja manobrando adequadamente. A obrigação de agir quando a manobra da embarcação obrigada a manobrar já não basta está em 17(b); «preferência» não significa prioridade absoluta.
(a) (I) Quando uma embarcação for obrigada a manobrar, a outra deverá manter seu rumo e sua velocidade.
(II) Entretanto, a embarcação que tem preferência poderá manobrar para evitar um abalroamento, tão logo lhe pareça que a embarcação obrigada a manobrar não está manobrando apropriadamente em cumprimento a estas Regras.
(b) Quando, por qualquer motivo, a embarcação que deve manter seu rumo e sua velocidade se encontrar tão próximo que um abalroamento não possa ser evitado, unicamente pela manobra da embarcação obrigada a manobrar, ela deverá manobrar da melhor maneira para auxiliar a evitar o abalroamento.
(c) Uma embarcação de propulsão mecânica que, em situação de rumos cruzados, manobrar de acordo com o subparágrafo (a) (II) desta Regra para evitar um abalroamento com outra embarcação de propulsão mecânica, não deverá, se as condições do caso o permitirem, guinar para bombordo para outra embarcação que se encontre a seu bombordo.
(d) Esta Regra não dispensa a embarcação obrigada a manobrar de sua obrigação de se manter fora do caminho da outra.Texto original em inglês
(a) (i) Where one of two vessels is to keep out of the way the other shall keep her course and speed.
(ii) The latter vessel may, however, take action to avoid collision by her maneuver alone, as soon as it becomes apparent to her that the vessel required to keep out of the way is not taking appropriate action in compliance with these Rules.
(b) When, from any cause, the vessel required to keep her course and speed finds herself so close that collision cannot be avoided by the action of the give-way vessel alone, she shall take such action as will best aid to avoid collision.
(c) A power-driven vessel which takes action in a crossing situation in accordance with subparagraph (a)(ii) of this Rule to avoid collision with another power-driven vessel shall, if the circumstances of the case admit, not alter course to port for a vessel on her own port side.
(d) This Rule does not relieve the give-way vessel of her obligation to keep out of the way.Perspectiva STCW do Quarto no Passadiço
As Regras 4–10 aplicam-se em quaisquer condições de visibilidade.
As Regras 11–18 exigem embarcações no visual uma da outra; a Regra 19 aplica-se a embarcações que não estejam no visual em uma área de visibilidade restrita ou próxima dela.
Construa o quadro do tráfego com visão, audição, radar/ARPA e o contexto da carta.
Não deixe que o AIS ou uma marcação isolada substitua a observação sistemática.
Depois de manobrar, continue monitorando marcação, distância, CPA/TCPA e distância de passagem até a outra embarcação ficar finalmente safa e livre.
Pontos-Chave da Prova
Identifique primeiro as categorias das embarcações, depois a marcação relativa e depois se uma embarcação está ultrapassando a outra.
Classificar mal o encontro é o erro típico de prova.
Entre embarcações no visual uma da outra, toda embarcação que ultrapassa outra deve se manter fora do caminho até estar finalmente passada e safa.
A Regra 13 prevalece sobre as Seções I e II da Parte B; não anula as demais partes do Regulamento.
Pontos-chave
A embarcação que mantém rumo e velocidade PODE manobrar quando fica evidente que a outra não age adequadamente. DEVE agir quando estiver tão próxima que a manobra da outra, sozinha, não possa evitar o abalroamento. A outra continua obrigada a se manter fora do caminho.
Teste seus conhecimentos
Pratique estas questões e identifique os assuntos que precisa revisar.
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