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Risco de abalroamento

Três posições relativas sucessivas do mesmo contacto: a distância diminui e o azimute da agulha mantém-se constante. Deve considerar-se que existe risco de abalroamento. A variação do azimute nem sempre exclui esse risco.

Texto da publicação citada

Instituto Hidrográfico — RIEAM, 9.ª edição (2025)

a) Todo o navio deve utilizar todos os meios disponíveis adequados às circunstâncias e condições existentes, para determinar se existe risco de abalroamento. Na dúvida, deve considerar-se que esse risco existe.

b) Se existir a bordo um equipamento radar operativo, deve ser corretamente utilizado, recorrendo às escalas de maior alcance a fim de avaliar, tão cedo quanto possível, um risco de abalroamento, bem como ao registo radar (plotting) ou a qualquer outra observação sistemática equivalente dos objetos detetados.

c) Não devem tirar-se conclusões a partir de informações insuficientes, especialmente se obtidas por radar.

d) Para avaliar se existe risco de abalroamento deve, de entre outras, ter-se em conta as seguintes considerações:

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Há risco de abalroamento se o azimute de um navio que se aproxima, observado na agulha, não varia de modo apreciável;

  • 2Este risco pode por vezes existir mesmo quando se verifica uma variação apreciável do azimute, particularmente se se trata da aproximação a um navio muito grande, a um conjunto rebocador-rebocado ou a um navio que está a uma distância muito pequena.

Mantendo-se o movimento relativo retilíneo, a perpendicular indica a aproximação máxima; aqui a posição atual preenchida está nesse ponto. Faça observações sistemáticas suficientes e continue a avaliar a situação.

IMO COLREG 1972Texto oficial

Texto integral da regra, reproduzido da fonte oficial indicada abaixo.

a) Todo o navio deve utilizar todos os meios disponíveis adequados às circunstâncias e condições existentes, para determinar se existe risco de abalroamento. Na dúvida, deve considerar-se que esse risco existe. b) Se existir a bordo um equipamento radar operativo, deve ser corretamente utilizado, recorrendo às escalas de maior alcance a fim de avaliar, tão cedo quanto possível, um risco de abalroamento, bem como ao registo radar (plotting) ou a qualquer outra observação sistemática equivalente dos objetos detetados. c) Não devem tirar-se conclusões a partir de informações insuficientes, especialmente se obtidas por radar. d) Para avaliar se existe risco de abalroamento deve, de entre outras, ter-se em conta as seguintes considerações: (i) Há risco de abalroamento se o azimute de um navio que se aproxima, observado na agulha, não varia de modo apreciável; (ii) Este risco pode por vezes existir mesmo quando se verifica uma variação apreciável do azimute, particularmente se se trata da aproximação a um navio muito grande, a um conjunto rebocador-rebocado ou a um navio que está a uma distância muito pequena.
Texto original em inglês
(a) Every vessel shall use all available means appropriate to the prevailing circumstances and conditions to determine if risk of collision exists. If there is any doubt such risk shall be deemed to exist. (b) Proper use shall be made of radar equipment if fitted and operational, including long-range scanning to obtain early warning of risk of collision and radar plotting or equivalent systematic observation of detected objects. (c) Assumptions shall not be made on the basis of scanty information, especially scanty radar information. (d) In determining if risk of collision exists the following considerations shall be among those taken into account: (i) such risk shall be deemed to exist if the compass bearing of an approaching vessel does not appreciably change; (ii) such risk may sometimes exist even when an appreciable bearing change is evident, particularly when approaching a very large vessel or a tow or when approaching a vessel at close range.

Perspetiva STCW do Quarto na Ponte

As Regras 4–10 aplicam-se em quaisquer condições de visibilidade.

As Regras 11–18 exigem navios à vista; a Regra 19 aplica-se a navios que não estejam à vista numa zona de visibilidade reduzida ou perto dela.

Constrói a imagem do tráfego com a vista, o ouvido, o radar/ARPA e o contexto da carta.

Não deixes que o AIS ou um azimute isolado substituam a observação sistemática.

Depois de manobrar, continua a controlar azimute, distância, CPA/TCPA e distância de passagem até o outro navio ficar finalmente safo e livre.

Pontos-Chave de Exame

Começa cada cenário por classificar o encontro: alcance, rumos opostos, rumos cruzados, canal estreito, separação de tráfego ou visibilidade reduzida.

Entre navios à vista, qualquer navio que alcance outro deve manter-se afastado até o ter definitivamente ultrapassado e estar safo.

A Regra 13 prevalece sobre as Secções I e II da Parte B; não anula as restantes partes do Regulamento.

Pode existir risco mesmo com uma variação apreciável do azimute, sobretudo ao aproximar-se de um navio muito grande ou de um reboque, ou a curta distância.

Um azimute quase constante não é o único aviso.

Testa os teus conhecimentos

Pratica estas perguntas e identifica os temas a rever.

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