IALACOLREG
8

Manobra para evitar o abalroamento

Manobra para evitar o abalroamento: franca, ampla e efetuada com antecedência.

A Regra 8 prescreve como deve ser tomada a ação para evitar o abalroamento. Qualquer ação deve ser positiva, tomada com ampla antecedência e com a devida atenção à observância da boa marinharia.

a
A ação para evitar o abalroamento deve ser tomada de acordo com as Regras.
b
As alterações de rumo e/ou velocidade devem, se as circunstâncias o permitirem, ser suficientemente amplas para serem facilmente percetíveis por outra embarcação, visualmente ou por radar. Deve evitar-se uma sucessão de pequenas alterações.
c
Havendo espaço de mar suficiente, uma alteração de rumo por si só pode ser a ação mais eficaz, desde que seja substancial, tomada a tempo e não crie outra situação de proximidade excessiva.
d
A distância de passagem resultante deve ser segura.
e
Se necessário para evitar o abalroamento ou permitir mais tempo para avaliação, uma embarcação deve reduzir a velocidade, parar ou anular o seguimento parando ou invertendo a propulsão.
f
Ao usar radar, deve verificar-se a eficácia da manobra até que a outra embarcação tenha passado definitivamente e esteja livre.

IMO COLREG 1972Texto oficial

(a) Any action to avoid collision shall be taken in accordance with the Rules of this Part and shall, if the circumstances of the case admit, be positive, made in ample time and with due regard to the observance of good seamanship. (b) Any alteration of course and/or speed to avoid collision shall, if the circumstances of the case admit, be large enough to be readily apparent to another vessel observing visually or by radar; a succession of small alterations of course and/or speed should be avoided. (c) If there is sufficient sea room, alteration of course alone may be the most effective action to avoid a close-quarters situation provided that it is made in good time, is substantial and does not result in another close-quarters situation. (d) Action taken to avoid collision with another vessel shall be such as to result in passing at a safe distance. The effectiveness of the action shall be carefully checked until the other vessel is finally past and clear. (e) If necessary to avoid collision or allow more time to assess the situation, a vessel shall slacken her speed or take all way off by stopping or reversing her means of propulsion. (f)(i) A vessel which, by any of these Rules, is required not to impede the passage or safe passage of another vessel shall, when required by the circumstances of the case, take early action to allow sufficient sea room for the safe passage of the other vessel. (ii) A vessel required not to impede the passage or safe passage of another vessel is not relieved of this obligation if approaching the other vessel so as to involve risk of collision and shall, when taking action, have full regard to the action which may be required by the Rules of this Part. (iii) A vessel the passage of which is not to be impeded remains fully obliged to comply with the Rules of this Part when the two vessels are approaching one another so as to involve risk of collision.

Reproduzido textualmente da Convenção COLREG 1972 da IMO (conforme alterada).

Perspetiva STCW do Quarto na Ponte

Decide a aplicabilidade antes de manobrar: as Regras 4-10 do RIEAM aplicam-se em qualquer visibilidade, as Regras 11-18 apenas com navios à vista um do outro, e a Regra 19 rege os encontros só por radar em visibilidade reduzida.

Constrói a imagem do tráfego com a vista, o ouvido, o radar/ARPA e o contexto da carta.

Não deixes que o AIS ou um azimute isolado substituam a observação sistemática.

Depois de manobrar, continua a controlar azimute, distância, CPA/TCPA e distância de passagem até o outro navio ficar finalmente safo e livre.

Pontos-Chave de Exame

Começa cada cenário por classificar o encontro: alcance, rumos opostos, rumos cruzados, canal estreito, separação de tráfego ou visibilidade reduzida.

Se duas regras parecerem entrar em conflito, verifica bem a ordem: as obrigações do navio que alcança mantêm-se, e a Regra 2 continua a exigir boa marinharia.

O azimute constante ou quase constante é o sinal clássico, mas a curta distância, com um navio grande ou um reboque, pode haver risco de abalroamento mesmo que o azimute varie um pouco.

Pontos-chave

1

A ação deve ser tomada cedo e de forma positiva, para que a outra embarcação a possa ver ou detetar efetivamente

2

A ação evasiva deve criar uma distância de passagem segura, não apenas passar por acaso

3

Não se deve hesitar em reduzir a velocidade, parar ou inverter a marcha se essa for a ação mais segura

4

Depois da manobra, deve confirmar-se que a ação está a produzir efeito

Erros comuns

Fazer várias pequenas alterações difíceis de interpretar pela outra embarcação

Esperar até ao último momento e depois culpar o outro navio

Não acompanhar se a manobra abriu realmente a situação

Testa os teus conhecimentos

Testa os teus conhecimentos e demonstra o teu domínio.

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