O Código ISPS e os responsáveis pela proteção
1A lição em palavras simples
Segurança previne acidentes; proteção previne danos intencionais. O Código ISPS define requisitos de proteção para os navios e instalações portuárias abrangidos.
Segurança e proteção
Proteção marítima é proteger o navio, as pessoas a bordo e a carga contra danos intencionais: terrorismo, pirataria, roubo armado, clandestinos, contrabando e sabotagem. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a Organização Marítima Internacional (IMO) adotou o capítulo XI-2 da SOLAS e o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS), em vigor desde 1º de julho de 2004. Nos navios abrangidos pelo ISPS, a regra VI/6 da STCW exige treinamento em proteção adequado à sua função; o treinamento prático faz parte do seu curso aprovado.
Duas partes
O Código ISPS tem a Parte A, obrigatória, e a Parte B, com orientações para cumprir a Parte A. Alguns Estados de bandeira e a União Europeia também tornam obrigatórios trechos da Parte B. O Código abrange navios de passageiros, navios de carga com arqueação bruta igual ou superior a 500 (GT, medida do volume fechado) e unidades móveis de perfuração marítima (MODUs) em viagens internacionais, além das instalações portuárias que os atendem.
Quem faz o quê
O Governo Contratante é um Estado parte da SOLAS; define níveis de proteção e aprova planos. A companhia opera o navio, designa os responsáveis pela proteção e apoia as medidas. O coordenador de proteção da companhia (CSO) coordena a proteção em terra. O oficial de proteção do navio (SSO) coordena a bordo, subordinado ao comandante, que tem autoridade máxima sobre a segurança e a proteção do navio. O supervisor de segurança portuária (PFSO) coordena a proteção na instalação portuária.
O plano
Cada navio tem um plano de proteção do navio (SSP), aprovado pelo Estado de bandeira, com as medidas para cada nível de proteção. O plano é confidencial: você conhecerá os trechos necessários às suas funções, mas não deve mostrá-lo nem comentá-lo com pessoas de fora. Um navio em conformidade possui um Certificado Internacional de Proteção do Navio (ISSC).
Alerta silencioso
O sistema de alerta de proteção do navio (SSAS) envia um alerta discreto do navio para terra quando há uma ameaça. Não emite som nem luz a bordo, para que os agressores não percebam seu uso.
2Dados-chave
- Base legal
- Capítulo XI-2 da SOLAS e Código ISPS, em vigor desde 1º de julho de 2004
- ISPS: Parte A / B
- Parte A obrigatória; Parte B orientativa
- Navios abrangidos
- Navios de passageiros, de carga ≥ 500 GT e MODUs em viagens internacionais
- Treinamento STCW
- Regra VI/6; tabela A-VI/6-1 do Código
3Pontos-chave
- 1
Proteção previne danos intencionais; o Código ISPS vigora desde 1º de julho de 2004.
- 2
A Parte A é obrigatória; a Parte B orienta seu cumprimento.
- 3
CSO em terra, SSO a bordo, PFSO no porto; o comandante tem a palavra final.
- 4
O plano de proteção do navio é aprovado pelo Estado de bandeira e é confidencial.
- 5
O SSAS envia um alerta silencioso para terra, sem alarme a bordo.
4Erros frequentes
Erro: Proteção é a mesma coisa que segurança.
Correto: Segurança trata de acidentes; proteção trata de pessoas que pretendem causar danos. Ambas são responsabilidade de todos.
Erro: Você pode mostrar o plano de proteção a um visitante que peça com educação.
Correto: O SSP é confidencial. Encaminhe quem perguntar sobre ele ao SSO ou ao comandante.
5Caso prático e dicas de prova
No porto, um homem simpático de colete de alta visibilidade aborda você no cais. Diz estar escrevendo um relatório e pergunta onde fica o plano de proteção, quantos tripulantes vigiam a escada de portaló (que dá acesso ao navio) à noite e onde ficam os botões do SSAS.
Ver a resposta
Não responda. O plano de proteção, a organização da vigilância e as posições do SSAS são confidenciais. Diga educadamente que não pode falar sobre a proteção do navio e que ele deve procurar o oficial de proteção. Observe suas características e relate a conversa imediatamente ao SSO ou ao oficial de quarto.
Dicas de prova
- SOLAS XI-2 e Código ISPS, em vigor desde 1º de julho de 2004; Parte A obrigatória, Parte B orientativa.
- CSO (companhia), SSO (navio), PFSO (instalação portuária); o comandante tem autoridade máxima.
- O SSP é aprovado pelo Estado de bandeira e é confidencial; navios em conformidade possuem um ISSC.
- O SSAS envia um alerta discreto de proteção do navio para terra.
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