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Radar em uma embarcação pequena: distância, marcação, ecos parasitas e identificação de ecos

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Proa, norte ou rumo para cima; movimento relativo e verdadeiro

1A lição em palavras simples

Em uma frase

A imagem pode ser orientada pela proa, pelo norte ou pelo rumo. Modos estabilizados exigem sensor de proa; movimento e rastros podem ser relativos ou verdadeiros.

Proa para cima

Em proa para cima, a direção da sua proa fica no topo da tela. A imagem corresponde ao que você vê pela proa, facilitando o governo. A guinada oscilante é o movimento da proa de um lado para o outro. No modo proa para cima não estabilizado, ela faz a imagem oscilar e pode borrar os rastros. Radares com informação de proa podem compensar esse efeito nos rastros. Esse modo pode funcionar sem sensor de proa.

Norte e rumo para cima

Em norte para cima, o norte verdadeiro fica no topo, como na carta. Uma linha de proa indica para onde sua proa aponta. Em rumo para cima, o topo mostra um rumo de referência, geralmente a proa ao selecionar ou reiniciar o modo. A imagem fica estável durante as oscilações da proa. Reinicie após uma grande alteração de rumo. Ambos são modos estabilizados: um sensor de proa gira a imagem para compensar suas oscilações. Um sensor lento ou mal calibrado gira todos os ecos pelo mesmo erro.

Movimento relativo

No movimento relativo, sua embarcação fica fixa na tela e tudo se move em relação a você. Uma boia parece passar para trás. O eco de um navio segue sua trajetória relativa, que indica se ele passará perto. Nesse modo, um eco com marcação constante e distância diminuindo indica risco de abalroamento.

Movimento verdadeiro

No movimento verdadeiro, sua embarcação se desloca pela tela. Com referência ao fundo, a terra fica parada e os alvos móveis seguem seus rumos no fundo. Isso exige proa, rumo e velocidade no fundo, normalmente com dados GNSS. A tela reposiciona a imagem antes de sua embarcação chegar à borda. O modo mostra o movimento dos alvos, mas o movimento relativo facilita reconhecer aproximações perigosas.

Rastros

Os rastros de ecos deixam uma esteira que desaparece aos poucos atrás de cada eco móvel. Os rastros relativos mostram a trajetória relativa de cada alvo; os rastros verdadeiros mostram seu movimento no fundo ou na água. Saiba qual opção você selecionou antes de avaliar um alvo. Orientação e movimento são ajustes separados: norte para cima pode usar movimento relativo.

2Dados-chave

Proa para cima
Proa no topo; dispensa sensor de proa; imagem oscila com as guinadas
Norte / rumo para cima
Estabilizados por sensor de proa; imagem estável durante as oscilações da proa
Movimento relativo
Sua embarcação fixa; ecos seguem suas trajetórias relativas
Movimento verdadeiro
Sua embarcação se move; terra fixa quando a referência é o fundo
Termos em português
Proa para cima, norte para cima, rumo para cima; movimento relativo/verdadeiro

3Pontos-chave

  1. 1

    Proa para cima corresponde à vista adiante, mas oscila a cada guinada.

  2. 2

    Norte e rumo para cima exigem sensor de proa; um erro do sensor gira toda a imagem.

  3. 3

    Movimento relativo e rastros relativos mostram diretamente se um alvo passará perto.

  4. 4

    Movimento verdadeiro mostra os rumos reais dos alvos; saiba qual modo de rastro você está usando.

4Erros frequentes

  • Erro: Use rastros verdadeiros para avaliar se um alvo vai atingir você.

    Correto: Rastros verdadeiros mostram o rumo do próprio alvo. Rastros relativos ou uma marcação constante mostram o risco de abalroamento.

  • Erro: Norte para cima sempre mostra a imagem alinhada corretamente.

    Correto: A precisão depende do sensor de proa. Um erro de 10° gira todos os ecos em 10°.

5Caso prático e dicas de prova

Situação

Em norte para cima com rastros relativos, você mantém rumo e velocidade constantes. Ecos sucessivos de um navio a 4 NM pela bochecha de boreste (pela proa, à direita) mantêm a mesma marcação verdadeira e se aproximam. O rastro antigo se estende para longe do centro. Sua tripulação diz que o rumo verdadeiro dele mostra que cruzará com segurança pela proa. Isso basta?

Ver a resposta

Não. As posições sucessivas mostram distância diminuindo com marcação constante: há risco de abalroamento. O rastro marca posições passadas, atrás do eco que se aproxima. Siga a direção do rastro antigo, passando pelo eco atual, até sua posição. Confira marcações EBL e distâncias medidas sucessivas. A unidade Radar e prevenção de abalroamentos aborda o que fazer.

Dicas de prova

  • Proa para cima pode funcionar sem informação de proa; norte e rumo para cima exigem sensor de proa.
  • Movimento relativo: sua embarcação fixa, ecos em trajetórias relativas; verdadeiro: sua embarcação se move.
  • Rastros relativos mostram risco de abalroamento; rastros verdadeiros mostram rumos dos alvos.

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