Ver unidadesPrevenção da poluição em navios: livro registro de óleo, plano de gerenciamento de lixo, SOPEP, água de lastro e áreas de controle de emissões
SOPEP e SMPEP: o plano de emergência de bordo para poluição
1A lição em palavras simples
O SOPEP indica quem avisar e o que fazer num derramamento de óleo. Saiba onde ele está, o que contém e os primeiros passos num transbordamento durante o abastecimento.
Quem precisa
Todo petroleiro de 150 GT ou mais e qualquer outro navio de 400 GT ou mais deve ter um plano de emergência de bordo para poluição por óleo (SOPEP) aprovado pelo Estado de bandeira. Navios de 150 GT ou mais certificados para transportar substâncias líquidas nocivas (NLS), os produtos químicos a granel do Anexo II, precisam de um plano de emergência de bordo para poluição marinha por substâncias líquidas nocivas. Um SMPEP combinado pode abranger ambos.
O que contém
O plano segue as diretrizes da IMO e deve conter: o procedimento para o comandante ou outros comunicarem um incidente de poluição; a lista de autoridades e pessoas a contatar; a descrição detalhada das ações para reduzir ou controlar a descarga; e os procedimentos e ponto de contato para coordenação com autoridades nacionais e locais. Mantenha atualizadas as listas de contatos do apêndice.
Comunicação
Comunique sem demora ao Estado costeiro mais próximo qualquer descarga, ou provável descarga, de óleo ou NLS acima dos níveis permitidos ou decorrente de avaria do navio. Use o meio mais rápido e siga o formato do relatório no plano. Avise também a empresa. Petroleiros de 5.000 t de porte bruto ou mais também precisam de acesso rápido a programas em terra para cálculo de estabilidade em avaria e resistência residual.
Equipamentos e exercícios
O armário SOPEP contém absorventes, bujões para embornais (ralos do convés), pás, baldes, roupas de proteção e, às vezes, uma pequena bomba. Confira se está completo. Treine a tripulação no plano e pratique cenários de transbordamento no abastecimento ou vazamento hidráulico. Em águas dos EUA, navios-tanque abrangidos e navios autopropulsados que não sejam navios-tanque, de 400 GT ou mais, transportando óleo como combustível, precisam de um plano de resposta do navio (VRP). O SOPEP não o substitui.
Registro
Registre a descarga acidental no ORB sob o código G, com hora, posição, quantidade estimada e ações tomadas, e guarde cópias das comunicações.
2Passo a passo
Primeiros passos num transbordamento de combustível no convés
- 1
Pare o abastecimento imediatamente e dê o alarme.
Cada segundo de fluxo acrescenta óleo ao convés e ao mar.
- 2
Confira se os embornais (ralos do convés) estão tamponados; contenha o óleo com absorventes.
O óleo retido no convés não chega à água.
- 3
Elimine fontes de ignição e mantenha as pessoas a barlavento, do lado de onde vem o vento.
O vapor do combustível pode inflamar e prejudicar a tripulação.
- 4
Avise o comandante, o terminal e o Estado costeiro conforme o SOPEP.
Comunicar cedo permite receber ajuda e é uma obrigação legal.
- 5
Faça a limpeza e guarde os resíduos para descarte adequado em terra.
Lavar o óleo para o mar causa uma segunda descarga.
- 6
Registre o ocorrido, inclusive se o óleo chegou ao mar. Use o código G para descarga acidental no mar; siga a orientação do Estado de bandeira se o derramamento ficou no convés.
Registros precisos mostram o que aconteceu e o que você fez.
3Dados-chave
- SOPEP
- Petroleiros ≥150 GT; outros navios ≥400 GT (Anexo I, regra 37)
- Plano para NLS
- Navios de NLS ≥150 GT (Anexo II, regra 17); pode ser um SMPEP combinado
- Comunicação
- Sem demora ao Estado costeiro mais próximo
- Petroleiros ≥5.000 t de porte bruto
- Programas em terra para estabilidade em avaria e resistência
4Pontos-chave
- 1
SOPEP: petroleiros de 150 GT ou mais, outros navios de 400 GT ou mais.
- 2
Navios de NLS de 150 GT ou mais precisam de um plano; um SMPEP combinado pode abranger ambos.
- 3
Comunique derramamentos sem demora ao Estado costeiro mais próximo.
- 4
Mantenha atualizados a lista de contatos e o armário SOPEP.
- 5
Registre a descarga acidental no ORB sob o código G.
5Erros frequentes
Erro: Um pequeno derramamento limpo no convés não precisa ser comunicado.
Correto: Siga o SOPEP e as regras locais. Comunique qualquer óleo que tenha chegado à água e avise o comandante e o terminal de qualquer derramamento.
Erro: Lavar o óleo do convés com água para dispersá-lo.
Correto: Contenha e recolha o óleo com absorventes. Lavá-lo para o mar é uma descarga.
6Caso prático e dicas de prova
Com o navio atracado num terminal, uma mangueira hidráulica de um guindaste de convés se rompe. Cerca de 20 litros de óleo atingem o convés e parte escorre pelo costado. O que você faz?
Ver a resposta
Pare o guindaste e isole o sistema hidráulico. Tampe os embornais e contenha o óleo no convés com absorventes do armário SOPEP. Avise imediatamente o comandante e o terminal, e comunique o óleo na água à autoridade portuária conforme o SOPEP e as regras locais. Faça a limpeza, guarde os resíduos para descarte em terra e registre no ORB sob o código G.
Dicas de prova
- SOPEP: petroleiros ≥150 GT, outros navios ≥400 GT; aprovado pelo Estado de bandeira.
- Navios de NLS ≥150 GT: SMPEP; plano combinado permitido.
- Conteúdo obrigatório: comunicação, contatos, ações, coordenação com autoridades.
- Comunique sem demora ao Estado costeiro mais próximo; registre no ORB, código G.
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