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Planejamento da viagem no nível de gestão: ECDIS, escolha da derrota, gelo e águas restritas

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O plano de viagem no nível de gerenciamento: SOLAS V/34 e IMO A.893(21)

1A lição em palavras simples

Em uma frase

O segundo oficial pode traçar a rota, mas o plano de viagem é responsabilidade do comandante. A SOLAS o torna obrigatório; a IMO A.893(21) define seu conteúdo.

A regra

A regra V/34 da SOLAS exige que o comandante, antes de suspender, assegure o planejamento da viagem com cartas e publicações adequadas, seguindo as orientações da IMO. O plano deve considerar sistemas de organização do tráfego, garantir espaço de manobra, prever perigos conhecidos e mau tempo e respeitar medidas de proteção ambiental. A regra V/27 exige que essas cartas e publicações sejam adequadas e atualizadas.

As diretrizes

A resolução A.893(21) da IMO, Diretrizes para o planejamento da viagem (1999), estabelece quatro etapas: avaliação, planejamento, execução e monitoramento. A avaliação abrange estado do navio, estabilidade, limites de calado, dados de manobra, carga, certificados, lotação e descanso da tripulação, além da rota. Na execução, confirme a prontidão do navio e da equipe e ajuste os horários às condições. No monitoramento, atribua verificações independentes de posição e analise desvios do plano.

De berço a berço

O plano cobre toda a viagem, de berço a berço, incluindo águas de praticagem. Ter um prático a bordo não dispensa o plano do próprio navio para essas águas. Se o destino ainda for desconhecido, planeje até onde puder e complete o plano ao receber as ordens. O sistema de gerenciamento da segurança da empresa (Código Internacional de Gerenciamento da Segurança, Código ISM) define como elaborar, verificar e registrar os planos.

Quem faz o quê

O comandante costuma delegar a preparação ao oficial de navegação, muitas vezes o segundo oficial. Depois, o comandante verifica e aprova o plano. Todos os oficiais de quarto do passadiço recebem orientação sobre ele antes da saída. Muitas empresas pedem que assinem confirmando a leitura. O imediato verifica os pontos relativos à carga, à estabilidade e ao calado.

Autonomia do comandante

A SOLAS V/34-1 protege o julgamento profissional do comandante: o armador, o afretador ou qualquer outra pessoa não pode impedir nem restringir decisões ou ações que o comandante julgue necessárias à navegação segura ou à proteção do meio ambiente marinho. O cronograma comercial nunca se sobrepõe aos limites de segurança do plano de viagem.

2Dados-chave

Dever de planejar
SOLAS V/34: o comandante assegura o planejamento da viagem
Cartas e publicações
SOLAS V/27: adequadas e atualizadas
Autonomia do comandante
SOLAS V/34-1
Diretrizes da IMO
A.893(21): avaliação, planejamento, execução, monitoramento
Abrangência
De berço a berço, incluindo águas de praticagem

3Pontos-chave

  1. 1

    A SOLAS V/34 torna obrigatório o planejamento da viagem; o comandante é responsável e aprova o plano.

  2. 2

    IMO A.893(21): avaliação, planejamento, execução e monitoramento, de berço a berço.

  3. 3

    Todos os oficiais de quarto recebem orientação sobre o plano antes da saída e após qualquer alteração.

  4. 4

    SOLAS V/34-1: ninguém pode restringir as decisões do comandante para uma navegação segura.

4Erros frequentes

  • Erro: O plano pode terminar no ponto de embarque do prático, pois ele conhece o porto.

    Correto: Planeje de berço a berço. O prático assessora, mas o plano do próprio navio para águas de praticagem continua necessário para acompanhar sua atuação.

  • Erro: Quando o segundo oficial termina de traçar a rota, o plano está pronto.

    Correto: O comandante verifica e aprova o plano, e a equipe do passadiço recebe orientação. Só então ele se torna o plano do navio.

5Caso prático e dicas de prova

Situação

Você é o comandante. O operador do afretador pede por e-mail uma rota mais curta por uma área que seu plano considera proibida com a ondulação prevista, para economizar seis horas. O escritório diz que a decisão é sua. O que você faz?

Ver a resposta

Mantenha o plano aprovado, a menos que uma reavaliação adequada demonstre que a rota mais curta é segura. A SOLAS V/34-1 protege sua decisão. Responda com educação e explique os motivos: ondulação, folga abaixo da quilha e margens de segurança. Registre o pedido e sua decisão. Se as condições melhorarem, reavalie e altere o plano, verifique e aprove a revisão e oriente os oficiais antes de usá-la.

Dicas de prova

  • SOLAS V/34 (planejamento da viagem), V/34-1 (autonomia do comandante), V/27 (cartas e publicações atualizadas).
  • A.893(21): avaliação, planejamento, execução, monitoramento; de berço a berço.
  • Preparado pelo oficial de navegação, aprovado pelo comandante e apresentado a todos os oficiais de quarto.

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