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Erro da agulha por azimute e amplitude

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Exemplo: erro da agulha por amplitude ao nascer do Sol

1A lição em palavras simples

Numa frase

Ao nascer ou ocaso, o azimute verdadeiro só exige latitude e declinação: sin A = sin Dec ÷ cos Lat. Observa com o centro do Sol no horizonte celeste.

Amplitude

A amplitude (A) é o ângulo entre a direção de este ou oeste e a direção do astro ao nascer ou ao ocaso. Designa-se E ao nascer, W ao ocaso, seguido de N ou S, como a declinação. Com o centro do astro no horizonte celeste (altura verdadeira 0°): sin A = sin Dec ÷ cos Lat. Não precisas da hora exata, só da latitude e declinação.

Em que instante

O limbo é o bordo do disco. Quando o centro do Sol está no horizonte celeste, o limbo inferior fica cerca de dois terços de um diâmetro acima do horizonte visível. Para a Lua, observa quando o limbo superior toca o horizonte visível; para estrelas e planetas, cerca de um diâmetro solar acima dele.

Usar o horizonte visível

Em latitudes mais altas, um instante de observação mal escolhido causa maior erro no azimute. Em alternativa, tira o azimute com o centro do Sol no horizonte visível. Aplica a Tábua 23 de Bowditch ao azimute observado, afastando-o do polo elevado (norte em latitudes norte; sul em latitudes sul). Compara o azimute de agulha corrigido com o calculado para o horizonte celeste. Perto de 16°N, neste exemplo, a correção é cerca de 0,2°.

Exemplo: nascer do Sol

4 de dezembro de 2026, cerca das 0859 UT, estima 16°07′N 040°25′W, rumo 262°C. Dec S22°15,3′. sin A = sin 22°15,3′ ÷ cos 16°07′ = 0,3787 ÷ 0,9607 = 0,3942, logo A = E 23,2° S. Azimute verdadeiro = 090° + 23,2° = 113,2°T.

Exemplo: o erro

Com o limbo inferior do Sol cerca de dois terços de um diâmetro acima do horizonte visível, o azimute do centro é 126,6°C. Erro = 113,2 − 126,6 = −13,4°: 13,4°W. O WMM2025 dá declinação magnética 14,5°W aqui. Desvio = −13,4 − (−14,5) = 1,1°E no rumo 262°C, próximo dos 0,9°E obtidos por azimute nessa tarde.

2Dados-chave

Fórmula
sin A = sin Dec ÷ cos Lat (centro no horizonte celeste)
Designação
E ao nascer, W ao ocaso; depois N ou S, como a declinação
Centro do Sol no horizonte celeste
Limbo inferior cerca de dois terços de um diâmetro acima do horizonte visível
Lua; estrelas e planetas
Lua: limbo superior no horizonte; estrelas: um diâmetro solar acima
Amplitude do exemplo
Dec S22°15,3′, lat 16°07′N: E 23,2° S = 113,2°T
Erro do exemplo
113,2 − 126,6 = 13,4°W; declinação magnética 14,5°W → desvio 1,1°E

3Pontos-chave

  1. 1

    sin A = sin Dec ÷ cos Lat: só latitude e declinação, sem hora exata.

  2. 2

    Designa A desde este (nascer) ou oeste (ocaso), em direção ao polo da declinação.

  3. 3

    Tira o azimute do Sol com o limbo inferior cerca de dois terços de um diâmetro acima do horizonte.

  4. 4

    Em latitudes mais altas, observa o centro do Sol no horizonte visível e aplica a Tábua 23 de Bowditch.

4Erros frequentes

  • Erro: Tirar o azimute assim que aparece o bordo superior do Sol.

    Correto: Nesse instante, o centro ainda está abaixo do horizonte celeste. Espera até o limbo inferior estar cerca de dois terços de um diâmetro acima do horizonte.

  • Erro: O Sol nascente com declinação sul tem azimute 090° − A.

    Correto: E 23,2° S significa 23,2° para sul de este: 090° + 23,2° = 113,2°T.

  • Erro: Para a mesma declinação, a amplitude é igual em todas as latitudes.

    Correto: Aumenta com a latitude: para Dec 22°15′, cerca de 22,2° no equador, 25,9° a 30° e 36,1° a 50°.

5Caso prático e chaves de exame

Situação

Ao entardecer, rumo 280°C, latitude 50°N, Dec N20°00′. O centro do Sol está no horizonte celeste, com azimute 312,0°C. Declinação magnética 2,0°W; a tabela indica 0,5°W no rumo 280°C. Um colega quer substituir esse valor. Calcula amplitude, azimute verdadeiro, erro e desvio, e decide.

Ver a resposta

A = W 32,1° N, logo Zn = 302,1°T. Erro = 302,1 − 312,0 = 9,9°W. Desvio = −9,9 − (−2,0) = 7,9°W no rumo 280°C. Nem esta observação isolada nem a tabela antiga estão confirmadas. Repete a observação, verifica os dados e objetos magnéticos, e confirma por outro método. Entretanto, usa uma fonte de rumo verificada de forma independente. Regista o desvio confirmado antes de o adotares.

Chaves de exame

  • Amplitude: sin A = sin Dec ÷ cos Lat, com o centro do astro no horizonte celeste.
  • Designa-se E (nascer) ou W (ocaso), depois N ou S, como a declinação.
  • Sol: limbo inferior cerca de ⅔ de diâmetro acima do horizonte visível; Lua: limbo superior no horizonte.
  • Centro do Sol no horizonte visível: corrige o azimute observado com a Tábua 23, afastando-o de norte em latitudes N ou de sul em latitudes S.

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