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Áreas protegidas e vida marinha

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Oceano e marés≈ 3 min de leitura

Tartarugas marinhas, pradarias marinhas e plástico

1A lição em palavras simples

Numa frase

As tartarugas, as pradarias marinhas e os animais que nelas vivem sofrem com embarcações, anzóis e plástico. Alguns hábitos simples a bordo protegem-nos.

Tartarugas marinhas

A tartaruga-comum é a tartaruga marinha mais comum no Mediterrâneo e nidifica nas suas praias no verão. As tartarugas respiram ar e descansam frequentemente à superfície, onde são atingidas por hélices e cascos. Mantém vigilância, abranda se vires uma e fica a pelo menos 50 jardas (cerca de 45 m), como recomenda a NOAA. Põe o motor em ponto morto e deixa-a passar.

Plástico e artes fantasma

As tartarugas confundem sacos de plástico flutuantes com alforrecas, de que se alimentam, e morrem por obstrução intestinal. Redes e linhas perdidas, chamadas artes de pesca fantasma, continuam a capturar tartarugas, golfinhos e aves marinhas durante anos. Nunca deixes cair plástico ou linha de pesca ao mar. Se encontrares plástico a flutuar e puderes recolhê-lo em segurança, traz para bordo e entrega em terra.

Tartaruga presa num anzol

Nunca levantes uma tartaruga pela linha, puxes a linha ou tentes retirar o anzol: podes agravar as lesões. Mantém a linha folgada e deixa-a vir à superfície respirar. Chama a guarda costeira ou um serviço de salvamento de tartarugas antes de cortar. Segue as instruções sobre manuseamento, corte e libertação. Se a libertação for aconselhada ou inevitável, corta a linha tão perto do anzol quanto seja seguro, sem puxar.

Tartaruga enredada

Mantém-te afastado das artes de pesca e do hélice. Chama a guarda costeira ou um serviço de salvamento de tartarugas, indicando a posição e o que vês. Não entres na água, não reboques a tartaruga nem a levantes ou puxes pela linha ou rede. Segue as instruções dos socorristas e, se possível, mantém-na à vista a uma distância segura.

Pradarias como berçário

A Posidonia oceanica é uma planta marinha que forma pradarias submersas no Mediterrâneo. Peixes, polvos, cavalos-marinhos e a nacra (Pinna nobilis), um grande molusco bivalve, vivem e reproduzem-se nelas. As folhas abrigam peixes jovens e outros animais marinhos. A planta liberta oxigénio, ajuda a manter a água límpida, armazena carbono e reduz a energia das ondas. As folhas mortas acumuladas nas praias no inverno protegem a areia das tempestades. As regras de fundeio estão na lição sobre Poluição.

2Dados-chave

Tartaruga comum no Mediterrâneo
Tartaruga-comum (Caretta caretta)
Distância das tartarugas (NOAA)
Pelo menos 50 jardas; ponto morto e deixar passar
Tartaruga presa num anzol
Linha folgada; chamar socorristas antes de cortar ou libertar
Pradarias de posidónia
Berçário, oxigénio, água límpida, armazenamento de carbono, proteção das praias

3Pontos-chave

  1. 1

    As tartarugas descansam à superfície; mantém vigilância e abranda perto delas.

  2. 2

    Os sacos de plástico parecem alforrecas às tartarugas; nenhum plástico vai ao mar.

  3. 3

    Tartaruga presa num anzol: linha folgada; chama socorristas antes de cortar. Tartaruga enredada: mantém distância e pede ajuda.

  4. 4

    As pradarias de posidónia são berçários para peixes, polvos e cavalos-marinhos.

4Erros frequentes

  • Erro: Puxar a linha com força para retirar o anzol da boca da tartaruga.

    Correto: Puxar pode agravar as lesões. Mantém a linha folgada e chama a guarda costeira ou socorristas de tartarugas. Segue as orientações sobre manuseamento, corte e libertação.

  • Erro: As folhas de plantas marinhas acumuladas na praia são lixo que deve ser removido.

    Correto: Estas acumulações protegem a praia das tempestades de inverno e fazem parte do ciclo de vida da pradaria.

5Caso prático e chaves de exame

Situação

Ao pescares do teu iate fundeado ao largo da Sicília, prendes uma tartaruga-comum no anzol. Está cansada e perto da popa. Um tripulante quer içá-la pela linha e arrancar o anzol.

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Não a ices pela linha nem tentes retirar o anzol. Mantém a linha folgada e deixa-a vir à superfície respirar. Chama a guarda costeira em VHF 16 ou por telefone antes de cortar; indica a posição e segue as orientações de manuseamento e tratamento do serviço de salvamento de tartarugas. Se a libertação for aconselhada ou inevitável, corta a linha tão perto do anzol quanto seja seguro, sem puxar.

Chaves de exame

  • Tartarugas: vigilância, abrandar, manter pelo menos 50 jardas, ponto morto para as deixar passar.
  • Plástico e artes fantasma matam tartarugas e golfinhos; nenhum plástico ao mar.
  • Tartaruga presa num anzol: linha folgada, chamar socorristas antes de cortar ou libertar. Tartaruga enredada: manter distância, não entrar na água nem puxar as artes; pedir ajuda.
  • Pradarias de posidónia: berçário, oxigénio, água límpida, armazenamento de carbono; folhas acumuladas na praia protegem a areia.

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