Ver unidadesSegurança pessoal, responsabilidades sociais e prevenção da violência e do assédio (STCW A-VI/1-4)
Comunicação e trabalho em equipa a bordo
1A lição em palavras simples
Uma tripulação de vários países tem de se entender de imediato, muitas vezes com ruído. Mensagens claras e boas relações também são equipamento de segurança.
Uma língua de trabalho
As tripulações vêm frequentemente de vários países. Cada navio tem uma língua de trabalho, registada no diário de bordo, que todos devem compreender para que as ordens e informações de segurança sejam claras (SOLAS V/14). Na maioria dos navios é o inglês. Usa-a em serviço, mesmo com um amigo do teu país, quando os outros precisem de acompanhar o que se passa.
Comunicação em circuito fechado
Na comunicação em circuito fechado, quem recebe repete a mensagem e quem a emite confirma que está certa. "Stop number two pump" (Para a bomba número dois). "Stop number two pump". "Correct" (Correto). Assim detetas erros antes de causarem danos. Usa palavras simples e curtas, nomes em vez de "tu", e diz claramente quando terminas uma tarefa.
O que dificulta
As barreiras à comunicação incluem ruído, vento, interferências no rádio, sotaques e calão, cansaço, stress e hierarquia: um subordinado pode recear questionar um superior. Ainda assim, fala quando algo parecer errado. Um bom oficial quer ouvir-te, e muitos acidentes aconteceram porque alguém viu o perigo, mas ficou calado.
Viver em conjunto
Vives e trabalhas com as mesmas pessoas durante meses, longe de casa e num espaço pequeno. Boas relações humanas são importantes para a segurança e a saúde. Respeita culturas, religiões e hábitos, mantém os espaços comuns limpos, reduz o ruído quando outros dormem e ajuda os recém-chegados. Trabalhar em equipa é conhecer a tua função, ajudar os outros e dizer à equipa o que estás a fazer.
Gerir conflitos
Há desacordos. Resolve-os cedo e com calma: conversa em privado, ouve, concentra-te no problema e não na pessoa, e procura uma solução justa. Se não conseguires resolver, pede ajuda ao chefe de departamento ou a um oficial em quem confies. Nunca deixes uma discussão afetar tarefas críticas para a segurança.
2Dados-chave
- Língua de trabalho
- Definida para cada navio e registada no diário de bordo (SOLAS V/14)
- Circuito fechado
- Emitir, repetir, confirmar
- Barreiras comuns
- Ruído, língua, fadiga, stress, hierarquia
3Pontos-chave
- 1
Cada navio tem uma língua de trabalho que todos devem compreender; usa-a em serviço.
- 2
Circuito fechado: quem recebe repete a mensagem e quem emite confirma.
- 3
Ruído, língua, fadiga, stress e hierarquia são barreiras; ainda assim, fala.
- 4
Respeito, arrumação e ajuda aos recém-chegados tornam o navio mais seguro e agradável.
- 5
Resolve conflitos cedo, com calma e em privado; pede ajuda a um oficial se precisares.
4Erros frequentes
Erro: Acenar que sim quando não percebi a ordem poupa tempo.
Correto: Se não percebeste, pede que repitam a ordem ou usem palavras mais simples. Depois repete-a e espera pela confirmação.
Erro: Um marinheiro nunca deve questionar um oficial.
Correto: Se algo parecer inseguro, diz isso com educação e clareza. A hierarquia não é motivo para ficares calado.
5Caso prático e chaves de exame
Duas bombas numeradas funcionam numa casa das máquinas ruidosa. Um oficial diz pelo rádio: "Stop the pump" (Para a bomba), sem indicar qual.
Ver a resposta
Não adivinhes. Pergunta a que bomba o oficial se refere. Repete a ordem esclarecida e espera pela confirmação. Depois para a bomba indicada e comunica a conclusão.
Chaves de exame
- A língua de trabalho é definida para cada navio e registada; todos a devem compreender.
- Circuito fechado: emitir, repetir, confirmar.
- Barreiras: ruído, língua, fadiga, stress, hierarquia; fala quando houver perigo.
- Boas relações e resolução precoce e calma dos conflitos apoiam a segurança.
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Quando a tiveres lido, responde a três perguntas. Acerta as três para concluir a unidade; só abrir a página não conta.
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