Ver unidadesRadar numa pequena embarcação: distância, marcação, ecos parasitas e identificação de ecos
Ganho, ecos do mar e da chuva: ajustar a imagem
1A lição em palavras simples
Uma boa imagem mostra alvos pequenos sem excesso de ruído. Ajusta o ganho, depois a supressão do mar e da chuva, e verifica frequentemente.
Ganho
O ganho define quanto o recetor amplifica os ecos. Demasiado baixo, faz desaparecer alvos fracos. Demasiado alto, enche o ecrã de ruído pontilhado. Procura um pontilhado ligeiro no fundo numa escala longa, para manter visíveis os ecos mais fracos. Muitos radares têm ganho automático que funciona bem na maioria das situações.
Ecos do mar
As ondas próximas refletem energia e criam uma mancha brilhante à volta do centro: os ecos do mar. O controlo de supressão dos ecos do mar (também chamado anti-clutter sea ou STC, controlo da sensibilidade em função do tempo) reduz o ganho perto da embarcação e menos ao longe. Ajusta-o até a mancha se dividir em pontos dispersos, sem deixar o centro totalmente preto. Supressão excessiva pode apagar uma pequena embarcação ou boia entre esses ecos.
Ecos da chuva
A chuva e os aguaceiros formam manchas largas que podem ocultar alvos. O FTC tradicional (constante de tempo curta) realça os bordos iniciais dos ecos para reduzir essas manchas. Os controlos modernos podem usar outro processamento. Usa a supressão mínima necessária: também pode enfraquecer ecos úteis. Ecos de chuva podem avisar de uma borrasca (squall), um aumento súbito e sustentado do vento. Observa se a precipitação se aproxima: o radar mostra a chuva, não o vento.
Modos automáticos
A maioria dos radares modernos tem ganho e supressão do mar e da chuva em modo automático, muitas vezes com predefinições para porto, costa e mar aberto. Funcionam bem em condições estáveis, mas podem ocultar alvos pequenos com vaga curta e cavada. Aprende a passar para manual e experimenta primeiro em condições calmas.
Verifica continuamente
As condições mudam com o vento, a escala e o rumo em relação à ondulação. Reajusta após mudares a escala e sempre que o mar ou a chuva mudem. Um alvo perdido entre ecos continua lá: mantém vigilância visual e auditiva.
2Passo a passo
Preparar a imagem
- 1
Para ajuste manual, seleciona uma escala média a longa e coloca a supressão dos ecos do mar e da chuva no mínimo.
Assim avalias o ruído do recetor antes de acrescentares supressão.
- 2
Aumenta o ganho até aparecer ruído de fundo e ajusta-o para deixar um pontilhado ligeiro. Confere se um eco fraco conhecido continua visível.
Assim mostras os ecos mais fracos sem encher o ecrã de ruído.
- 3
Passa para a escala de trabalho e aumenta a supressão do mar até a mancha se dividir em pontos.
Pontos dispersos sugerem supressão moderada, mas ainda podem ocultar alvos fracos. Confere ecos conhecidos durante o ajuste.
- 4
Aplica supressão da chuva apenas se a chuva ocultar parte da imagem.
A supressão da chuva pode enfraquecer ecos úteis; usa o mínimo eficaz.
- 5
Reajusta após cada mudança de escala e quando o mar ou a chuva mudarem.
As definições corretas dependem da distância e das condições.
3Dados-chave
- Ordem de ajuste
- Ganho, depois supressão do mar, depois da chuva
- Supressão do mar
- STC: reduz o ganho perto, com menor efeito ao longe
- Supressão da chuva
- FTC tradicional realça bordos iniciais; outros processamentos variam
- Termos em português
- Ganho, ecos do mar (STC), ecos da chuva (FTC)
4Pontos-chave
- 1
Ajusta o ganho para um pontilhado de fundo ligeiro; demasiado oculta alvos no ruído, pouco fá-los desaparecer.
- 2
Supressão do mar: deixa alguns pontos. Um centro limpo pode ocultar uma pequena embarcação.
- 3
O FTC realça os bordos iniciais; a supressão da chuva pode enfraquecer ecos úteis.
- 4
Reajusta após mudar de escala e sempre que as condições mudarem.
5Erros frequentes
Erro: Aumenta a supressão do mar até o centro ficar totalmente limpo.
Correto: Isso pode apagar alvos pequenos. Para quando a mancha se dividir em pontos dispersos.
Erro: Deixa o modo automático ligado e nunca mexas nos controlos.
Correto: O automático funciona bem, mas compara com o ajuste manual com vaga curta e cavada ou chuva forte.
Erro: A supressão da chuva elimina a chuva sem qualquer inconveniente.
Correto: O FTC realça os bordos iniciais; a supressão da chuva pode enfraquecer ecos úteis. Usa o mínimo eficaz.
6Caso prático e chaves de exame
Com vento de força 6 e mar cavado, a tripulação aumentou tanto a supressão do mar que o centro do ecrã está preto. A visibilidade é 1 NM. Um barco de pesca visto a 0,5 NM pela proa há poucos minutos já não aparece no ecrã. O que fazes?
Ver a resposta
O barco pode estar oculto pela supressão excessiva. Reduz gradualmente a supressão do mar até restarem pontos dispersos e usa uma escala curta adequada. Procura um eco persistente que se mova de forma coerente em varrimentos sucessivos; um alvo real não tem de ficar na mesma posição do ecrã. Mantém vigilância visual e auditiva. Ecrã limpo não significa mar livre. A unidade Radar e prevenção de abalroamentos aborda velocidade de segurança e sinais de nevoeiro.
Chaves de exame
- Primeiro ganho (pontilhado ligeiro), depois supressão do mar (STC), depois da chuva (FTC).
- Supressão excessiva do mar oculta alvos pequenos perto da embarcação.
- O FTC realça os bordos iniciais; a supressão da chuva pode enfraquecer ecos úteis.
- Reajusta conforme a escala e as condições.
Termina esta unidade
Quando a tiveres lido, associa os termos e depois responde a três perguntas. Acerta em tudo para concluir a unidade; só abrir a página não conta.
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