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Prevenção da poluição nos navios: livro de registo de hidrocarbonetos, plano de gestão do lixo, SOPEP, água de lastro e zonas de controlo das emissões

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Gestão das águas de lastro: da troca à norma D-2

1A lição em palavras simples

Numa frase

Os navios abrangidos pela Convenção BWM têm agora de cumprir a norma D-2, normalmente com tratamento aprovado, e registar todas as operações de lastro.

Porque importa

As águas de lastro transportam organismos entre mares, onde alguns se tornam invasores. A Convenção Internacional para o Controlo e Gestão das Águas de Lastro e Sedimentos dos Navios (BWM) entrou em vigor em 8 de setembro de 2017. Aplica-se aos navios concebidos para transportar águas de lastro em viagens internacionais. Cada navio precisa de um Plano de Gestão das Águas de Lastro (BWMP) aprovado e, a partir de 400 GT, de um Certificado Internacional de Gestão das Águas de Lastro.

D-1: troca

A norma D-1 prevê a troca de águas de lastro: substituir pelo menos 95 % do volume ou bombear através do tanque três vezes o seu volume. Normalmente, faz a troca a pelo menos 200 NM da terra mais próxima, em águas de pelo menos 200 m de profundidade. Se impossível, tão longe de terra quanto possível, no mínimo 50 NM e 200 m de profundidade. Segue o BWMP; o comandante não deve fazer a troca se ameaçar a segurança ou estabilidade. A troca substitui a água; não garante o cumprimento de D-2.

D-2: desempenho

A norma D-2 limita os organismos descarregados: menos de 10 organismos viáveis por m³ com dimensão mínima de pelo menos 50 µm; menos de 10 por mL com pelo menos 10 mas menos de 50 µm; e limites para microrganismos indicadores específicos. Os navios novos e existentes seguiram calendários diferentes; o prazo final de aplicação de D-2 foi 8 de setembro de 2024. D-1, por si só, é agora uma medida de contingência acordada, não o cumprimento habitual.

Sistemas de tratamento

A maioria dos navios cumpre D-2 com um sistema de gestão das águas de lastro (BWMS) com aprovação de tipo, usando filtros e luz ultravioleta (UV) ou substâncias ativas. Os sistemas instalados desde 1 de junho de 2022 precisam de ensaio de entrada em serviço. Opera conforme o fabricante: caudal errado, filtro obstruído ou desvio do tratamento podem impedir o cumprimento de D-2 na descarga. Qualquer desvio deve ser registado e comunicado.

O livro de registo

Regista todas as operações no Livro de Registo das Águas de Lastro (BWRB), com data, hora, tanque, posição, volume e dados do tratamento. O oficial responsável assina cada registo; o comandante assina cada página preenchida. Novo formato: 1 de fevereiro de 2025; livros eletrónicos aprovados: 1 de outubro de 2025. Conserva-o a bordo pelo menos 2 anos após o último registo e depois sob controlo da companhia por mais 3 anos.

O que se aproxima

O MEPC 84 acordou alterações para adoção no MEPC 85, no final de 2026, com entrada em vigor prevista para 2028. Terminam a fase de aquisição de experiência, exigem amostragem anual de substâncias ativas residuais e testes biológicos nas vistorias, e atualizam o certificado e o plano. Ainda não estão em vigor. Os EUA aplicam regras e aprovação de tipo próprias.

2Dados-chave

Convenção BWM
Em vigor desde 8 de setembro de 2017
Troca D-1
≥200 NM e ≥200 m de profundidade (senão ≥50 NM, 200 m); 95 %
Norma D-2
<10 viáveis/m³ com ≥50 µm; <10 viáveis/mL com ≥10–<50 µm; microrganismos
Prazo D-2
Todos os navios abrangidos até 8 de setembro de 2024
BWRB
Novo formato: 1 fev. 2025; eletrónico desde 1 out. 2025; 2 + 3 anos
Próximas alterações
Para adoção no MEPC 85 (final de 2026); entrada em vigor prevista em 2028

3Pontos-chave

  1. 1

    D-1 é troca no mar; D-2 é uma norma de descarga, normalmente cumprida com um BWMS.

  2. 2

    Todos os navios abrangidos tinham de cumprir D-2 até 8 de setembro de 2024.

  3. 3

    Troca: ≥200 NM de terra e ≥200 m de profundidade; se impossível, ≥50 NM e ≥200 m.

  4. 4

    Regista cada operação no BWRB; formato eletrónico permitido desde 1 out. 2025.

  5. 5

    As alterações de 2026 não estão em vigor; previsão para 2028.

4Erros frequentes

  • Erro: Trocar o lastro a meio do oceano continua a cumprir a Convenção.

    Correto: Desde 8 de setembro de 2024, os navios abrangidos devem cumprir D-2. A troca isolada só serve como contingência ou parte de um método aprovado.

  • Erro: Se o BWMS parar por falha, descarrega sem tratamento e repara depois.

    Correto: Segue as medidas de contingência do BWMP, informa o Estado do porto e regista a avaria. Não descarregues lastro sem tratamento sem acordo.

5Caso prático e chaves de exame

Situação

Ao aproximares-te de um porto de carga, o BWMS indica avaria numa lâmpada UV e o tratamento para. Tens de descarregar 8 000 m³ de lastro para carregar. O imediato sugere descarregar mesmo assim, pois a água veio do oceano aberto. O que fazes?

Ver a resposta

Não decidas por tua conta descarregar lastro sem tratamento. Segue as medidas de contingência do BWMP: tenta reparar e contacta o Estado do porto com os factos. Pode aceitar uma medida como troca numa zona definida, descarga para uma instalação ou retenção a bordo. Regista a avaria, as comunicações e cada operação no BWRB, e informa a companhia.

Chaves de exame

  • Convenção BWM em vigor desde 8 set. 2017; D-2 para todos os navios abrangidos até 8 set. 2024.
  • D-1: ≥200 NM/≥200 m, ou ≥50 NM/≥200 m; troca de 95 % ou bombagem de três volumes do tanque.
  • D-2: <10 organismos viáveis/m³ com ≥50 µm; <10 viáveis/mL com pelo menos 10 mas menos de 50 µm; microrganismos indicadores.
  • BWRB: formato em 1 fev. 2025; eletrónico em 1 out. 2025; 2 anos a bordo, 3 na companhia.

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